Tensões com a Coreia do Norte abalam a economia do Sul
A grande quantidade de ameaças da Coreia do Norte - e a correspondente demonstração de poder militar e determinação política dos Estados Unidos e da Coreia do Sul - começou a gerar sinais de inquietação nos investidores estrangeiros na última sexta-feira (5).
O aumento dessas ameaças ampliou os desafios que Seul e Washington enfrentam. As duas potências estão tentando mostrar ao jovem líder do Norte, Kim Jong-un, que não serão chantageadas por seu blefe e arrogância. Mas, ao mesmo tempo, eles não querem que as tensões cheguem ao nível de prejudicar a economia da Coreia do Sul, orgulho da população local, ou a posição política do presidente Park Geun-hye.
"No passado, eventos relacionados à Coreia do Norte a Coreia do Norte tiveram pouco impacto ou os mercados se recuperaram rapidamente", disse o vice ministro das Finanças do Sul, Choo Kyung-ho, em uma reunião de autoridades financeiras na sexta-feira. "Mas as recentes ameaças da Coreia do Norte são mais fortes e o impacto pode não desaparecer rapidamente".
Os comentários do ministro foram feitos horas depois do executivo-chefe da General Motors, Dan Akerson, ressaltar sua preocupação, dizendo que sua empresa estava fazendo planos para garantir a segurança dos funcionários em suas fábricas sul-coreanas e que, se tensões aumentarem, isso poderia levar a GM poderia movimentar a produção para outro lugar. Em entrevista à televisão CNBC, ele disse: "Se algo acontecer na Coreia, isso vai afetar toda a nossa indústria, não apenas General Motors".
As ações da Coreia do Sul caíram 1,64% na sexta-feira em uma onda de vendas entre os investidores estrangeiros que os analistas atribuíram ao nervosismo sobre a Coreia do Norte. O won (moeda sul-coreana) também caiu em relação ao dólar dos EUA.
Embora os sul-coreanos tenham se tornado quase indiferentes à retórica norte-coreana, após décadas de ameaças, eles acreditam que agora as coisas podem ficar piores, pois sua economia globalizada tem muito mais a perder do que a economia isolada e já sancionada do Norte.
"Os norte-coreanos já estão usando a propaganda de forma extrema para tentar prejudicar os investimentos estrangeiros diretos na Coreia do Sul", disse Tom Coyner, um membro da Câmara de Comércio dos EUA na Coréia do Sul e autor do livro Doing Business in Korea (Fazendo Negócios na Coreia, em tradução literal). "Eles estão, em certo sentido, vencendo em uma guerra assimétrica psicológica, atacando a força econômica da Coreia do Sul".
Autoridades do governo disseram que as tensões militares até então tinham apenas efeitos limitados sobre os mercados. Mas, para a economia sul-coreana, as ameaças da Coreia do Norte são um problema adicional em um momento inoportuno, e prometeram garantir a estabilidade, se a situação piorou.
Acesso em 08/04/2013. Disponível em http://noticias.r7.com/internacional/tensoes-com-a-coreia-do-norte-abalam-a-economia-do-sul-08042013
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