A implementação de propostas para melhoria de competitividade da economia
brasileira são alguns desafios previstos para as agendas estratégicas setoriais
(AES) de 19 segmentos econômicos, cujas metas devem ser implementadas até o
final de 2014, segundo informou nesta terça-feira o presidente da Agência
Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges.
O documento final, que contém cerca de 200 ações, será apresentado amanhã
no Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), que ocorrerá às 10h,
no Palácio do Planalto. Os segmentos econômicos estão organizados em conselhos
de competitividade, que organizaram o debate das agendas. Esses colegiados são
integrados por representantes do governo, do setor privado e dos trabalhadores.
Entre os setores beneficiados estão complexo da saúde, automotivo, construção
civil, agroindústria, energias renováveis, comércio e petróleo, gás e naval.
"É uma proposta de medidas para que o governo federal, na sua alçada da
atribuição, determine o responsável legal de cada área. Quem vai trabalhar é
governo e iniciativa privada. Um esforço será feito não só para finalizar a área
de planejamento, mas a própria implementação das medidas", comentou Borges.
Segundo a secretária de Desenvolvimento da Produção do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Heloísa Menezes, são
compromissos que podem ser atendidos até o final do atual governo, no próximo
ano. "São diretrizes que se transformaram em plano de ação, que significa que
temos um rumo a seguir e, mais que isso, ações previstas de compromisso ou
execução", disse.
A agenda automotiva inclui elaboração de metas compulsórias para veículos
pesados e leves a serem comercializados no Brasil a partir de 2017; atualização
de regulamentos e normas brasileiras sobre desempenho em ensaios de segurança de
veículos com padrões internacionais; e audição e monitoramento dos produtos do
regime automotivo quanto ao conteúdo nacional, entre outros.
As ações fazem parte das estratégias do Plano Brasil Maior, lançado em
2011, cujo objetivo é sustentar o crescimento econômico do país com foco na
inovação e no adensamento produtivo do parque industrial brasileiro. Para
Borges, esses primeiros dois anos de programa são ainda de implementação. "Ano
que vem dá para ter o primeiro esforço de uma avaliação sistêmica de resultado.
Até agora, o esforço é de implementação", disse. Ele destacou ainda que o plano
é voltado para três grandes eixos: redução de custo dos fatores de produção,
desenvolvimento das cadeias produtivas e fortalecimento do comércio exterior.
Acesso em 10/04/2013. Disponível em http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201304091814_ABR_82134004
Nenhum comentário:
Postar um comentário