O dólar comercial operava em alta nesta sexta-feira (8), após divulgação de relatório de empregos dos Estados Unidos. A criação de vagas de emprego no país veio acima do esperado, o que pode sugerir que o banco central norte-americano pode reduzir seu estímulo econômico, que injeta US$ 85 bilhões por mês na economia dos EUA, antes do esperado. Cautelosos com essa possibilidade, os investidores compravam dólares, para se prevenir de uma possível falta deles no futuro. A alta demanda pela moeda norte-americana fez com que a cotação subisse mais de 1%, chegando aos R$ 2,34. Por volta das 13h35, o dólar avançava 1,46%, cotado a R$ 2,34 na venda. Mais cedo, o Banco Central realizou mais um leilão à vista previsto em seu cronograma de atuações diárias, com a venda de até US$ 1 bilhão com taxa de recompra de R$ 2,347 em 4 de fevereiro de 2014. Uol Economia: <http://economia.uol.com.br/ao-vivo/2013/11/08/direto-da-bolsa.htm#dolar-sobe-e-chega-aos-r-234-com-dados-dos-eua-acima-do-esperado--20131108133320>
O dólar comercial fechou em queda de 0,55% nesta segunda-feira (4), a R$ 2,245 na venda, após quatro altas seguidas.
O relatório é um dos principais indicadores econômicos para avaliar o desempenho da maior economia do mundo.Expectativas sobre a divulgação do relatório de mercado de trabalho dos Estados Unidos, que sai na sexta-feira (8), guiaram a queda da moeda norte-americana nesta segunda.
Bons resultados, que indicariam uma melhora mais sólida da economia dos Estados Unidos, geram a perspectiva de que o banco central norte-americano possa iniciar a redução de seus estímulos econômicos mais cedo que o esperado.
O Fed injeta por mês US$ 85 bilhões na economia norte-americana. Intervenções do BC
Foram vendidos os 10 mil contratos ofertados de swap cambial tradicional – equivalente à venda de dólares no futuro; 6 mil contratos com vencimento em 1º de abril de 2014 e 4 mil contratos com vencimento em 2 de junho de 2014.
As operações movimentaram US$ 298,4 e US$ 198,3 milhões, respectivamente.
De segunda a quinta, são realizados leilões equivalentes à venda de dólares no mercado futuro; às sextas, são feitos leilões de venda de dólares com compromisso de recompra.
A produção industrial cresceu em sete dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre julho e agosto deste ano, apesar de a produção nacional ter se mantido estável no período. As maiores altas foram observadas no Paraná (3,6%), em Goiás (1,7%) e Santa Catarina (1,6%).
Também tiveram avanço na produção os Estados do Ceará (1%), de São Paulo (0,6%), Minas Gerais (0,3%) e Rio Grande do Sul (0,2%).
Entre os sete Estados com queda na produção, a Bahia foi o que mais apresentou recuo (-8,6%), devido ao desligamento do setor elétrico ocorrido em agosto no Nordeste. A região, como um todo, teve redução de 2,2%. Também tiveram quedas o Rio de Janeiro (-4,2%), Pará (-1,6%), o Espírito Santo (-1,4%), Pernambuco (-0,8%) e o Amazonas (-0,7%).
Na comparação de agosto deste ano com o mesmo período do ano passado, houve queda em nove dos 14 locais, com destaque para o Espírito Santo (-5,9%), Minas Gerais (-4,5%), o Rio de Janeiro (-3,9%), São Paulo (-3,4%) e o Amazonas (-3,2%), todos acima da queda nacional de 1,2%.
No acumulado do ano, 11 dos 14 locais tiveram avanço na produção, enquanto em 12 meses, oito dos 14 locais acumulam alta.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve nesta terça-feira a projeção de crescimento econômico para o Brasil neste ano, em 2,5%, mas reduziu a estimativa para o próximo ano, de 3,2% para 2,5%. Com isso, o Brasil ocupa a última colocação entre os países emergentes em 2014.
Segundo a entidade, a inflação mais alta reduziu a renda real dos brasileiros e pode pesar sobre o consumo, que vem segurando o crescimento da economia do país nos últimos anos.
Ainda de acordo com o FMI, as eleições presidenciais em 2014 podem atrapalhar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).
Em relatório divulgado nesta terça-feira (8), a instituição aponta o Brasil entre os países, ao lado de Índia e Indonésia, que devem continuar com o aperto monetário, "para enfrentar a continuidade de pressões inflacionárias causadas por restrições de capacidade", as quais tendem a ser reforçadas pela recente desvalorização do câmbio.
Para melhorar as perspectiva de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), o FMI destaca a importância de o Brasil remover barreiras ao investimento, mesma tarefa que cabe à Índia. O documento diz ainda que o país está entre os emergentes que precisa "reconstruir o espaço fiscal", sendo desejável tomar passos decididos nessa direção, dado o fato de que a dívida pública já é elevada.
Mesmo depois de reduzir a previsão de 2014 para 2,5%, a projeção do Fundo segue superior à mediana das instituições ouvidas semanalmente pelo Banco Central (BC), que aponta uma expansão de 2,2%. A estimativa do FMI para 2013 ficou em linha com o projetado pelo mercado, de 2,47%. Brasil mostra perda de fôlego
No relatório Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês), o FMI não esmiuça os motivos que levaram à revisão da estimativa de crescimento para 2014. Diz que o Brasil e outros emergentes como China, Índia e África do Sul mostram uma perda de fôlego em parte devido a fatores cíclicos e em parte a fatores estruturais.
No caso de Brasil e Índia, gargalos regulatórios e de infraestrutura desaceleração o crescimento da oferta num cenário de uma demanda doméstica ainda forte. "Como resultado, pressões externas aumentaram nessas economias". No caso do Brasil, o déficit em conta corrente vem crescendo, atingindo 3,6% do PIB nos 12 meses até agosto. O FMI projeta um rombo de 3,4% do PIB em 2013 e de 3,2% do PIB em 2014.
Ao tratar das perspectivas para o crescimento da economia brasileira neste ano, o FMI diz que "a recente desvalorização do câmbio vai melhorar a competitividade externa e compensar parcialmente o impacto adverso dos aumentos dos rendimentos dos títulos soberanos". A inflação mais alta, contudo, reduziu a renda real e pode pesar no consumo, enquanto restrições de oferta e incertezas sobre políticas podem continuar a restringir a atividade, afirma o relatório.
Segundo o Fundo, o crescimento do Brasil na primeira metade do ano melhorou devido ao "investimento mais forte, incluindo estoques". No entanto, observa, indicadores de alta frequência – não mencionados explicitamente – apontam para alguma moderação da atividade na segunda metade do ano. Dívida pública
Ao dizer que alguns países precisam reconstruir a margem de manobra fiscal, o FMI nota que em economias como Brasil, China e Venezuela houve aumento de "riscos contingentes ao orçamento e à dívida pública" decorrentes de elevações substanciais em "atividades quase-fiscais e nos déficits" que reforçam a necessidade de agir para ter mais espaço nas contas públicas. É uma referência, no caso brasileiro, aos empréstimos do Tesouro para os bancos públicos como o BNDES, que deve ser mais detalhada no Monitor Fiscal, a ser divulgado na quarta-feira.
O relatório também traz as estimativas do Fundo para a inflação neste ano e no ano que vem, mas considerando a variação média em cada ano. Para 2013, a taxa é de 6,3% e para 2014, de 5,8%. Por esse critério, a inflação do ano passado ficou em 5,4%.
Bolsa sul-coreana despencou quase 4% no acumulado da semana e temor é que novas quedas aconteçam nos próximos dias. A frágil situação da economia global pode antecipar os problemas para diversos países.
Com o aumento da tensão entre as duas Coreias, o vice-ministro das Finanças sul-coreano, Choo Kyung-ho, advertiu nesta sexta-feira que o impacto nos mercados financeiros poderá ser prolongado. Ele prometeu, porém, tomar medidas rápidas e fortes para estabilizá-los, se necessário.
"No passado, (os mercados) se recuperaram rapidamente do impacto de qualquer evento relacionado à Coreia do Norte, mas as recentes ameaças do país são mais fortes e o impacto pode, portanto, não desaparecer rapidamente", disse Kyung-ho.
Ele fez a declaração na abertura de uma reunião com outros funcionários de agências relacionadas à economia para discutir possíveis medidas a fim de garantir a estabilidade dos mercados, que até agora se mantiveram relativamente calmos.
O principal índice da bolsa de Seul (Coreia do Sul), o Kospi Composto, caiu 1,6% nesta sexta-feira, somando 3,9% de queda em cinco pregões, enquanto o won (moeda local) perdeu 1,1% no período. Ações de montadoras lideraram as perdas em Seul devido a um grande recall de veículos da Hyundai Motor e da Kia Motors nos EUA. As montadoras também foram prejudicas pelo enfraquecimento do iene, causado após o anúncio do programa de política monetária do Banco do Japão. A Hyundai perdeu 4,4% e a Kia, 4,7%, respectivamente, nesta sexta-feira.
O diretor executivo da General Motors (GM), Dan Akerson, afirmou nesta sexta em entrevista ao canal de TV CNBC que sua companhia está fazendo planos de contingência para manter empregados das plantas da Coreia do Sul em segurança e que, se a tensão aumentar mais, a tendência é que a GM pense em transferir a produção para outra localidade. "Se algo acontecer na Coreia, isso impactará toda a indústria, não somente a General Motors", disse Akerson.
A tensão entre os dois países não é novidade, persiste há décadas e o mercado financeiro já vem incorporando esse risco. Contudo, o estranhamento está mais forte agora, especialmente depois que Kim Jong-un foi eleito líder do país (2011) e após os Estados Unidos aprovarem sanções contra a Coreia do Norte depois de seu teste nuclear em fevereiro de 2013. Se a situação piorar ainda mais, analistas estimam que não só o mercado coreano, mas a economia global como um todo, poderá ser afetada, o que teria consequências ruins dada a frágil situação atual. Ou seja, é um entrave adicional num momento inoportuno.
"Os norte-coreanos agora estão usando a propaganda em sua forma mais extrema para tentar atingir o investimento estrangeiro direto da Coreia do Sul", disse Tom Coyner, membro da Câmara de Comércio Americana na Coreia do Sul.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, minimizou nesta quarta-feira, em Brasília, o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA - que mede a inflação oficial) que registrou em março 6,59% no acumulado de 12 meses, estourando assim o teto da meta do governo, de 6,5%. Para Mantega, o resultado ocorreu pela influência da alta dos alimentos, mas afirmou que essa tendência deverá se encerrar rapidamente. "As taxas agrícolas vão começar a baixar. O principal fator de elevação dos preços foi a entressafra e outros fatores sazonais".
Guido Mantega afirmou ainda que o preço do tomate - um dos vilões do resultado do IPCA de março - está muito elevado pelo regime de chuvas no País, mas que a tendência é que o preço não se mantenha nos próximos meses. O minisitro também disse que o governo não irá poupar esforços para combater a alta da inflação.
"O governo não popuará medidas para conter a alta nos preços. A boa noticia é que a inflação (mensal) de março foi menor que janeiro e fevereiro e isso confirma a trajetória de redução", afirmou.
Além disso, o ministro afirmou que o governo irá continuar com o programa de desoneração. "O programa de desonerações vai continuar para garantir a competitividade da produção brasileira. Com o custo financeiro reduzido, vamos também reduzir tributos. O cenário é favorável".
Para 2013, Mantega afirmou que o governo terá uma redução de R$ 70 bilhões, ou seja, 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em impostos, sendo que em 2014 o montante irá para R$ 88 bilhões, graças as desonerações da folha de pagamento anunciadas pela MP 612 - que abrange 14 setores da economia.
Também presente no evento em Brasília, o ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou que a indústrias sucroalcooleira, química e têxtil poderão receber benefícios fiscais parecidos com os concendidos à indústria automobilística. "São benefícios fisciasconcedidos sem condições. Eles estão sempre ligados a meta dee eficiência, pProdutividade e manutenção de empregos. Acho que é o conjunto de normas que estamos avançando e que vai resgatar a indústria brasileira", disse.
Segundo o relatório “Economia Digital para a Mudança Etrutual e Igualdade”, a economia digital representa 3,2% do PIB do Brasil, Argentina, Chile e México — dado que ganha importância quando comparado com a União Europeia, onde a parcela chega a 5% do PIB.
O documento é uma realização da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e foi apresentado nesta quinta-feira (4) durante a Quarta Conferência Ministerial sobre a Sociedade da Informação da América Latina e do Caribe, que terminou nesta sexta-feira (5).
A publicação faz um panorama da economia digital na América Latina e o seu potencial para alcançar um estágio econômico superior, propondo que seus países avancem para uma nova estratégia de política industrial e tecnológica, cujo centro seja a economia digital. Segundo a CEPAL, os ativos das tecnologias da informação e das comunicações (TIC) contribuíram para 14% do crescimento do PIB brasileiro entre 1995 e 2008.
O livro destaca o avanço do comércio eletrônico tanto no Brasil quanto em outros países latino-americanos. Em terras brasileiras, as visitas aos sites de compras alcançaram 91% dos usuários da internet, enquanto que a mesma taxa foi de 80% na Argentina e 72% no Chile. Para a CEPAL, estes sites requerem uma atenção especial por políticas públicas, já que atualmente sua utilização está concentrada em poucas nações.
Desigualdade entre classes sociais é alta
A publicação ressalta que na região há grandes diferenças na taxa de uso da internet por comparação entre as classes sociais. Segundo pesquisas de 2009 e 2010 com oito países latino-americanos, as classes mais ricas têm uma taxa de uso de 58%, enquanto que em relação às mais pobres é de apenas 11%. Brasil, Chile e Uruguai têm a maior taxa de acesso nas camadas com menores rendas: uma média de 20%.
Segundo a CEPAL, são componentes da economia digital a infraestrutura das telecomunicações — particularmente as redes de banda larga –, as indústrias das TIC — software e aplicativos, hardware e serviços — e o grau de alfabetização digital dos usuários.
Durante a abertura da conferência, na quarta-feira (3), a Secretária-Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, disse que a América Latina e o Caribe devem avançar da economia digital para a mudança estrutural e a igualdade.
Bárcena destacou a necessidade de promover a economia digital para impulsionar o crescimento, o que requer conjugar novas estratégias de política industrial e tecnológica e consolidar um mercado de TIC integrado no qual se incorporem todos os países, setores produtivos e segmentos sociais. “A economia digital é uma força crucial para impulsionar a mudança estrutural, avançar na redução da desigualdade e fortalecer a inclusão social que tanto necessitam nossos países”, afirmou.
A conferência aconteceu em Montevidéu, capital do Uruguai. Além de Bárcena estavam presentes também na abertura o Presidente do Uruguai, José Mujica, e o Diretor da DG CONNECT.E da Comissão Europeia, Mario Campolargo.
A implementação de propostas para melhoria de competitividade da economia
brasileira são alguns desafios previstos para as agendas estratégicas setoriais
(AES) de 19 segmentos econômicos, cujas metas devem ser implementadas até o
final de 2014, segundo informou nesta terça-feira o presidente da Agência
Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges.
O documento final, que contém cerca de 200 ações, será apresentado amanhã
no Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), que ocorrerá às 10h,
no Palácio do Planalto. Os segmentos econômicos estão organizados em conselhos
de competitividade, que organizaram o debate das agendas. Esses colegiados são
integrados por representantes do governo, do setor privado e dos trabalhadores.
Entre os setores beneficiados estão complexo da saúde, automotivo, construção
civil, agroindústria, energias renováveis, comércio e petróleo, gás e naval.
"É uma proposta de medidas para que o governo federal, na sua alçada da
atribuição, determine o responsável legal de cada área. Quem vai trabalhar é
governo e iniciativa privada. Um esforço será feito não só para finalizar a área
de planejamento, mas a própria implementação das medidas", comentou Borges.
Segundo a secretária de Desenvolvimento da Produção do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Heloísa Menezes, são
compromissos que podem ser atendidos até o final do atual governo, no próximo
ano. "São diretrizes que se transformaram em plano de ação, que significa que
temos um rumo a seguir e, mais que isso, ações previstas de compromisso ou
execução", disse.
A agenda automotiva inclui elaboração de metas compulsórias para veículos
pesados e leves a serem comercializados no Brasil a partir de 2017; atualização
de regulamentos e normas brasileiras sobre desempenho em ensaios de segurança de
veículos com padrões internacionais; e audição e monitoramento dos produtos do
regime automotivo quanto ao conteúdo nacional, entre outros.
As ações fazem parte das estratégias do Plano Brasil Maior, lançado em
2011, cujo objetivo é sustentar o crescimento econômico do país com foco na
inovação e no adensamento produtivo do parque industrial brasileiro. Para
Borges, esses primeiros dois anos de programa são ainda de implementação. "Ano
que vem dá para ter o primeiro esforço de uma avaliação sistêmica de resultado.
Até agora, o esforço é de implementação", disse. Ele destacou ainda que o plano
é voltado para três grandes eixos: redução de custo dos fatores de produção,
desenvolvimento das cadeias produtivas e fortalecimento do comércio exterior.
Tensões com a Coreia do Norte abalam a economia do Sul
A grande quantidade de ameaças da Coreia do Norte - e a correspondente demonstração de poder militar e determinação política dos Estados Unidos e da Coreia do Sul - começou a gerar sinais de inquietação nos investidores estrangeiros na última sexta-feira (5).
O aumento dessas ameaças ampliou os desafios que Seul e Washington enfrentam. As duas potências estão tentando mostrar ao jovem líder do Norte, Kim Jong-un, que não serão chantageadas por seu blefe e arrogância. Mas, ao mesmo tempo, eles não querem que as tensões cheguem ao nível de prejudicar a economia da Coreia do Sul, orgulho da população local, ou a posição política do presidente Park Geun-hye.
"No passado, eventos relacionados à Coreia do Norte a Coreia do Norte tiveram pouco impacto ou os mercados se recuperaram rapidamente", disse o vice ministro das Finanças do Sul, Choo Kyung-ho, em uma reunião de autoridades financeiras na sexta-feira. "Mas as recentes ameaças da Coreia do Norte são mais fortes e o impacto pode não desaparecer rapidamente".
Os comentários do ministro foram feitos horas depois do executivo-chefe da General Motors, Dan Akerson, ressaltar sua preocupação, dizendo que sua empresa estava fazendo planos para garantir a segurança dos funcionários em suas fábricas sul-coreanas e que, se tensões aumentarem, isso poderia levar a GM poderia movimentar a produção para outro lugar. Em entrevista à televisão CNBC, ele disse: "Se algo acontecer na Coreia, isso vai afetar toda a nossa indústria, não apenas General Motors".
As ações da Coreia do Sul caíram 1,64% na sexta-feira em uma onda de vendas entre os investidores estrangeiros que os analistas atribuíram ao nervosismo sobre a Coreia do Norte. O won (moeda sul-coreana) também caiu em relação ao dólar dos EUA.
Embora os sul-coreanos tenham se tornado quase indiferentes à retórica norte-coreana, após décadas de ameaças, eles acreditam que agora as coisas podem ficar piores, pois sua economia globalizada tem muito mais a perder do que a economia isolada e já sancionada do Norte.
"Os norte-coreanos já estão usando a propaganda de forma extrema para tentar prejudicar os investimentos estrangeiros diretos na Coreia do Sul", disse Tom Coyner, um membro da Câmara de Comércio dos EUA na Coréia do Sul e autor do livro Doing Business in Korea (Fazendo Negócios na Coreia, em tradução literal). "Eles estão, em certo sentido, vencendo em uma guerra assimétrica psicológica, atacando a força econômica da Coreia do Sul".
Autoridades do governo disseram que as tensões militares até então tinham apenas efeitos limitados sobre os mercados. Mas, para a economia sul-coreana, as ameaças da Coreia do Norte são um problema adicional em um momento inoportuno, e prometeram garantir a estabilidade, se a situação piorou.
Mercado ajusta para 3% estimativa de crescimento do PIB este ano
Brasília - A estimativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) para o crescimento da economia – Produto Interno Bruto (PIB) – este ano foi ajustada de 3,01% para 3%, este ano. Para 2014, a projeção foi mantida em 3,5%.
A expectativa para o crescimento da produção industrial foi alterada de 3,12% para 3%, este ano, de 3,95% para 3,85%, em 2014.
A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi mantida em 34,5%, este ano, e passou de 33,10% para 33,63%, em 2014.
A expectativa para a cotação do dólar permaneceu em R$ 2, ao final de 2013, e em R$ 2,05, no fim do próximo ano. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 12,4 bilhões para US$ 11 bilhões, este ano, e de US$ 12,65 bilhões para US$ 12 bilhões, este ano.
Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa passou de US$ 65,8 bilhões para US$ 68 bilhões, este ano, US$ 70,67 bilhões para 73,45 bilhões, em 2014.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões, neste ano e em 2014.
Margaret Thatcher marcou a economia britânica com um ferro indelével e a estratégia de todos os seus sucessores nos últimos 20 anos, trabalhistas ou conservadores, foi avaliada à luz da sua herança esmagadora.
O actual primeiro-ministro, o conservador David Cameron, não escapa à regra. A sua política económica, marcada por cortes drásticos, é alvo de uma pergunta recorrente na imprensa: terá sobre o país efeitos tão radicais como a de Margaret Thatcher?
O seu antecessor trabalhista, Tony Blair, no poder entre 1997 e 2007, foi igualmente incluído entre os herdeiros da Dama de Ferro, na medida em que subscreveu as grandes orientações da “revolução conservadora”, como a desregulação dos serviços financeiros ou a privatização dos serviços públicos.
Criador do New Labour, Blair levou o seu partido para o centro, aproximando-o da ideologia dos tories de Thatcher e conquistando a alcunha de “Tory Blair”, apesar de se ter distanciado da sua antecessora ao canalizar meios avultados para sectores como a saúde ou a educação.
“Gostemos ou não de Thatcher, ela mudou para sempre a economia britânica. E mudou também a forma como os britânicos pensam em dinheiro, no capitalismo e nas empresas. Cameron, como Blair, é seu herdeiro”, diz Tony Travers, professor da London School of Economics.
No momento da morte da Dama de Ferro, a sociedade britânica parece mesmo mais thatcheriana do que quando ela estava no poder, e as críticas à generosidade dos apoios sociais encontram hoje bom eco na imprensa popular.
“Somos todos filhos de Thatcher”, escrevia o conservador Daily Telegraph. Conclusão partilhada pelo jornal Guardian (centro-esquerda), para o qual “o Reino Unido está mais thatcheriano do que nos anos de 1980”.
Isso explica porque os cortes orçamentais da coligação no poder, mais duros do que os aplicados nos anos de Thatcher, não suscitaram, pelo menos para já, a revolta popular que teriam provavelmente provocado noutros países da Europa.
Apesar da sua declarada admiração pela Dama de Ferro, que recebeu em Downing Street pouco depois da sua eleição em Maio de 2010, Cameron diz incarnar um “conservadorismo com compaixão”. É uma maneira de se demarcar dos aspectos mais controversos do thatcherismo, num momento em que lidera uma coligação com os centristas do partido liberal-democrata.
Mas, ao mesmo tempo, diz querer transformar o país de maneira radical com o seu conceito de Big Society, que visa transferir o máximo de competências do Estado para a sociedade civil. Cameron prometeu igualmente relançar as privatizações, ou rever todo o sistema de financiamento das universidades. No domínio social, o seu Governo pôs em marcha reformas do código laboral sem precedentes na era de Thatcher.
Figura destacada dos anos de 1980-90, o antigo ministro conservador Michael Portillo elogiou a “vontade reformadora” de Cameron e um programa económico “pelo menos tão ambicioso como o de Thatcher”. Mas o professor universitário Tony Travers aponta diferenças: “Os apoiantes de Cameron gostariam de pensar que ele é como Thatcher, mas a verdade é que é uma personagem mais nova e mais moderna, que vive numa época muito diferente.”
Ibram aponta estagnação em investimentos na mineração
Por Olivia Alonso | Valor
SÃO PAULO - As estimativas de investimentos em mineração no Brasil para o período de cinco anos ficaram estáveis pela primeira vez, segundo os cálculos mais recentes do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), realizados em dezembro e divulgados ontem à noite. Os aportes no setor mineral brasileiro entre 2012 e 2016 totalizarão US$ 75 bilhões, de acordo com o instituto. O número é o mesmo previsto pela entidade em maio do ano passado.
Emprego: o fenômeno que
poderia mudar o Brasil – mas não mudou
Ao
apostar todas as suas fichas (políticas e econômicas) no emprego, o governo se
esquece que a economia não irá a lugar algum sem avanços de
produtividade.
Ana
Clara Costa
Indústria
de transformação: manutenção do emprego e produtividade comprometida (Marcelo
Almeida/EXAME)
O
grande trunfo dos 10 anos do PT na Presidência da República é a taxa de
desemprego. Nunca ela foi tão baixa (chegou à mínima histórica de 4,6% em dezembro), nem houve
década semelhante na criação de vagas: foram quase 20 milhões até o final 2012.
Tal modelo de crescimento baseado na ampliação do emprego, contudo, não basta
para manter o país no rumo da prosperidade. Ele traz riscos inflacionários e
reduz a produtividade de diversos segmentos da economia brasileira, resultando
no período de desaceleração econômica verificado atualmente. Retomar a agenda de
crescimento requer medidas de urgência que, até o momento, o governo não se
mostrou disposto a tomar.
A
confortável situação do mercado de trabalho no Brasil tem dois componentes
primordiais: o gasto público e o consumo. O governo aumenta seus gastos para
estimular a economia, resultando na criação de postos de trabalho. A massa
salarial recém-criada exerce seu poder de compra e faz girar a roda do
capitalismo, criando uma espiral de otimismo e crescimento econômico - como
vinha acontecendo até o início de 2011. Num mundo ideal, essa dinâmica seria
acompanhada por investimentos pesados em educação e inovação, além da abertura
de mercado para estimular a concorrência e melhorar, assim, a produtividade dos
setores econômicos. E justamente nesta segunda etapa mora o erro do governo
petista: a inovação foi relegada ao último plano ao longo da era Lula, e o
protecionismo da indústria é a regra básica do governo Dilma. Assim, o emprego
cresce estimulado pelo consumo, a demanda aumenta num ritmo acelerado acentuando
desequilíbrios de preço – e a inflação encontra aí sua
morada.
Recentemente,
o economista e ex-ministro da Fazenda, Antonio Delfim Netto, escreveu uma
análise sensata sobre a questão do emprego e o aumento inflacionário. Delfim
reconheceu a dificuldade de se traçar uma relação direta entre ambos, mas
afirmou que, a despeito do baixo desemprego, a economia cresce muito aquém de
sua capacidade, evidenciando a estagnação da produtividade. Segundo ele, tal
situação se deve ao “choque de oferta da agricultura, ao evidente problema
estrutural do mercado de trabalho, à mudança induzida pela taxa de câmbio no
comportamento dos setores industrial e de serviços e à visível deterioração da
infraestrutura que há três décadas esteve abandonada”.
Ao
apostar todas as suas fichas (políticas e econômicas) no emprego, o governo se
inspira de forma desmedida no keynesianismo. Pai da teoria
desenvolvimentista, o economista britânico John Maynard Keynes defendia a intervenção do
estado na economia, por meio do estímulo direto ao emprego, como saída para
situações de recessão. Para Keynes, o empurrão do governo à criação de vagas
faria o setor privado aumentar seu nível de confiança na economia e investir
mais para atender a demanda formulada artificialmente pelo setor público. Desta
forma, acreditava o britânico, os gastos com tal medida se converteriam
rapidamente em ganhos devido ao crescimento econômico.
A
presidente Dilma tem chancelado tal modelo, sobretudo nas muitas vezes em que criticou a chanceler alemã Angela Merkel por sua
truculência ao exigir duros ajustes fiscais de países europeus em crise. O
ministro da Educação e articulador político de Dilma, Aloizio Mercadante,
reafirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que o caminho do
aperto fiscal na busca por crescimento não é o mais adequado, na avaliação do
governo. "O mundo está buscando competitividade, aumentando o desemprego e
arrochando salário. Nós estamos buscando um caminho alternativo",
disse.
Contudo,
hoje, é ponto pacífico entre economistas – mesmo de escolas divergentes - que o
aumento salarial causado pela forte criação de vagas precisa vir acompanhado de
melhoria na produtividade, para não inviabilizar a competitividade industrial.
Afinal, todo produto manufaturado no Brasil tem intrínsecos em seu custo
altíssimos impostos – sobretudo trabalhistas -, infraestrutura sofrível e baixa
qualificação de mão de obra. Como as melhorias na produção não ocorreram no
ritmo e teor necessários, o cenário é alarmante. A evolução da produtividade por
trabalhador entre 1996 e 2003 estava negativa em 2% na indústria de
transformação. Entre 2003 e 2009, essa queda se ampliou para 10,3%, segundo
dados presentes no estudo Uma história sobre dois países, elaborado pelos
economistas Marcos Lisboa e Samuel Pessoa.
Portas fechadas - A abertura de mercado tem papel essencial
nessa dinâmica. Conforme explica o economista Paulo de Tarso Almeida Paiva,
professor da Fundação Dom Cabral e ex-ministro do Trabalho do governo FHC, a
importação de tecnologia é essencial quando a capacidade de inovar de um país
não é suficiente para melhorar sua produtividade. E o governo desestimula tais
ganhos ao impor políticas protecionistas ao país para proteger justamente o
emprego, como ocorre no setor automotivo, em que montadoras que não produzem
localmente estão sujeitas a altíssima carga tributária. “A nossa capacidade de
inovar gerando tecnologia própria é muito baixa. E quando se abre o comércio,
importa-se o produto, a tecnologia e se ganha em produtividade”, explica. Paiva
também cita o exemplo automobilístico para comparar o desempenho do Brasil com
países asiáticos. “O setor sempre foi alvo de estímulos, mas o Brasil não
conseguiu se reafirmar, não criou tecnologia própria nem marca própria, como
fizeram China e Coreia”,afirma.
Setores
mais expostos à concorrência internacional, como a agricultura, tendem a ser
mais produtivos. O agronegócio brasileiro foi estimulado da maneira correta por
meio de uma política pública criada ainda na era Geisel que previa a
autossuficiência do país na produção de alimentos. Com a criação da Embrapa e o
sucesso de suas pesquisas, o Brasil conseguiu atingir alto nível de
produtividade adaptando insumos trazidos do exterior a condições climáticas nem
sempre favoráveis. Atualmente, o país é o segundo maior exportador agrícola do
mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
Inovação- Com razão, o governo brasileiro tem o hábito de culpar
os baixos salários chineses pela grande competitividade de seus produtos
manufaturados, como carros – mas peca ao desconsiderar os investimentos
incomparáveis em inovação feitos pelo país asiático para chegar ao nível de
produtividade que tem hoje – a China está em 29º lugar no ranking de
competitividade do Fórum Econômico Mundial, enquanto o Brasil está em 48ª
posição. Em 1987, o economista americano Robert Solow ganhou o Prêmio Nobel de
Economia por sua teoria de que grandes saltos civilizatórios eram decorrentes de
investimentos pesados em inovação e qualificação da força de trabalho – e não
apenas devido ao consumo das famílias, como parece crer o núcleo econômico
petista.
A
construção civil é um claro exemplo de avanço do emprego e dos preços devido ao
aumento do consumo – e não da inovação. A expansão do crédito, a estabilidade
econômica e o mercado de trabalho aquecido foram os grandes pilares de
crescimento do setor imobiliário. Diante de tal aceleração, a oferta de
trabalhadores se tornou escassa. Com isso, os salários pagos neste segmento
tiveram reajustes fora da média - cerca de 30% nos últimos três anos, segundo o
Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). “Situações como essa são
preocupantes. Pois a soma da valorização da moeda e do aumento real do salário
que superam, de longe, a variação da produtividade do setor”, afirma o professor
da FGV, André Portela Souza.
Restará
ao Brasil a tarefa de descobrir o resultado da equação de baixo desemprego e
baixa produtividade industrial. O economista austríaco Friedrich Hayek, grande
opositor às ideias de Keynes, sugere um fim pouco otimista para situações
aparentemente positivas no mercado de trabalho, como ocorre no Brasil. Hayek
argumenta que os sucessivos aumentos salariais que excederem os aumentos de
produtividade afetarão a demanda – e, consequentemente, a inflação. Segundo ele,
quanto mais durar a inflação, maior será o número de trabalhadores que
dependerão da continuidade do aumento de preços. “Porque eles (os trabalhadores)
foram levados a empregos temporariamente atrativos devido à inflação e, depois
de uma desaceleração de preços, as vagas desaparecerão”. A saber, quando as
vagas desaparecerem, qual será o trunfo político da vez.
"Bancos têm capital e liquidez para emprestarem mais dinheiro"
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou esta terça-feira que os bancos têm capital e liquidez suficientes para aumentarem o crédito à economia, e que o rácio de transformação de 120% foi cumprido em 2012, tendo por isso saído dos memorandos.
"Os bancos portugueses têm, assim, capital suficiente e liquidez suficiente para aumentarem o fluxo de crédito à economia", afirmou Vítor Gaspar perante os deputados da Comissão Eventual para Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal, onde explica os resultados da sétima avaliação feita pela troika (composta pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu).
O governante explicou que o rácio entre crédito concedido e depósitos (rácio de transformação) tem vindo a diminuir de forma consistente, tendo os maiores bancos portugueses tinham no último trimestre do ano passado um rácio abaixo dos 120%, que era a meta indicativa do programa e que devia ser alcançado até 2014.
Como tal, explicou o ministro, "este limite quantitativo pode cair, deixando de constar dos documentos oficiais que decorrem do sétimo exame regular", que serão conhecidos após a aprovação em Bruxelas e em Washington da sétima revisão pelos líderes europeus e do FMI.
Vítor Gaspar garantiu ainda que "no final de 2012 os bancos portugueses estavam entre os bancos europeus mais bem capitalizados" e diz que os indicadores que o Governo tem em mãos lhes permitem considerar que "já se terá verificado uma viragem em termos de crédito e de taxas de juro".
As principais bolsas de valores mundiais só devem apresentar uma tendência com a divulgação de dados referentes ao mercado de trabalho nos Estados Unidos. Com isso, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em queda.
Enquanto isso, o índice Nikkei da bolsa japonesa encerrou em alta nesta sexta-feira com o iene perdendo valor frente ao dólar, ainda refletindo as novas medidas de relaxamento monetário anunciadas ontem pelo Banco Central do Japão (BoJ). A Bolsa de Tóquio encerrou a última sessão da semana em alta. O índice Nikkei ganhou 1,58%, aos 12.833,63 pontos.
As demais bolsas asiáticas fecharam em queda, com exceção das bolsas chinesas, que seguem fechadas por conta do feriado nacional.
Na Europa, as bolsas operam em queda acompanhando o recuo das vendas do varejo em fevereiro, especialmente na França.
Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perdas de 1,53%, aos 3.669 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 1,71%, aos 7.683 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava baixa de 1,33% aos 6.259 pontos.
Na região, o Escritório de Estatística da União Europeia, o Eurostat, divulgou que o volume de vendas no varejo na Zona do Euro recuou 0,3% em fevereiro de 2013, quando comparado com o mês anterior. Em janeiro, o indicador ficou positivo em 0,9%.
Por outro lado, o Ministério da Economia da Alemanha revelou que as encomendas à indústria alemã subiram 2,3% em fevereiro, já com ajustes sazonais. No mês anterior o resultado ficou em -1,6%.
Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo negativo. Mas, investidores aguardam a divulgação dos dados referentes ao mercado de trabalho nos EUA.
Por aqui, o Ibovespa deverá acompanhar o mercado externo.
Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que a produção industrial recuou 2,5% em fevereiro em relação ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, praticamente eliminando a expansão de 2,6% registrada em janeiro.
Por fim, no mercado de câmbio, o dólar deverá apresentar ganhos em relação às demais moedas.
A rede de proteção social que inclui programas de transferência de renda dos governos federal e estaduais tornou menos dramáticos os impactos da seca no cotidiano da população do Nordeste, mas ainda é incapaz de impedir que a economia local entre em verdadeiro colapso durante períodos de longa estiagem. A avaliação é de pesquisadores e autoridades ouvidas pela reportagem, que identificou em Pernambuco, Bahia e Alagoas uma realidade atenuada, porém, ainda bastante difícil para o sertanejo que enfrenta a maior seca das últimas décadas na região.
Na terça-feira passada, em visita a Fortaleza (CE), a presidente Dilma Rousseff afirmou que, graças às ações de seu governo e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "a face da miséria nessa região não foi acentuada tão perversamente pela estiagem".
Para o professor João Policarpo Lima, do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a aposentadoria rural e projetos como o Bolsa Família e o Bolsa Estiagem dão às famílias do campo, de fato, uma alternativa à produção agrícola quando as condições climáticas ficam desfavoráveis. Mas a quebra de safras e a morte de rebanhos provocam efeitos duradouros na economia local.
A estimativa é que a estiagem provocou no Estado governado por Eduardo Campos (PSB), possível presidenciável em 2014, a redução de 710 mil cabeças de rebanho bovino - sendo que 150 mil morreram e o restante foi abatido precocemente. A bacia leiteira estadual sofreu queda de 72% na sua produção.
Na passagem por Fortaleza, Dilma anunciou pacote de R$ 9 bilhões para medidas emergenciais de enfrentamento da seca no Nordeste. Porém, prefeitos de municípios do semiárido baiano e produtores agrícolas do Estado lamentaram o que chamaram de "superficialidade" das ações anunciadas pela presidente durante reunião da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Os administradores das cidades afetadas pela estiagem, liderados pela União dos Municípios da Bahia (UPB), resolveram criar um "Movimento dos Sem-Água" e prometem marchar até Brasília para cobrar "medidas objetivas e duradouras" para enfrentar a crise. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Taxa de câmbio: Entenda o que é e como ela
afeta a economia do país
Carolina Mazzi
A crise econômica de 2009 continua a abalar a economia de diversos países
europeus, principalmente os menos desenvolvidos, como Espanha e Grécia. A
adoção das políticas de austeridade e o alto endividamento são apontados como
alguns dos principais fatores para que as nações continuem mergulhadas em
recessão. Porém, além dos motivos mais aparentes, especialistas indicam um
outro fator determinante para que a recuperação europeia seja tão lenta.
Com a adoção do Euro em 2001, estes países abriram mão das moedas nacionais,
passando a depender exclusivamente do Banco Central Europeu (BCE) para
controlar a moeda única. Porém, o agravamento da crise demandou soluções e
políticas diferentes para cada uma das nações e tornou quase impossível que uma
atuação ampla do BCE pudesse ser bem sucedida.
Esta falta de autonomia monetária é considerada um dos principais pontos
adversos na Zona do Euro, segundo economistas. No Brasil, a política cambial
foi uma das formas que o governo encontrou para amenizar os problemas
econômicos que assolaram os países desenvolvidos durante a crise. Assim, mesmo
com o declínio da atividade econômica e das consequências devastadoras para a
indústria nacional, os brasileiros não sentiram os reflexos da turbulência
econômica em seus empregos ou renda tão fortemente.
Mas, o que é a taxa de câmbio? Como ela influencia a economia? O que causa
as variações bruscas no preço do dólar? Quais as consequências dessas mudanças
para a economia como um todo? Neste domingo (7), o Jornal do Brasil inicia
uma série semanal de reportagens que procuram explicar, de forma didática, o
que são alguns conceitos corriqueiramente usados na economia, mas pouco
entendidos ou explicados. As reportagens serão publicadas todos os domingos de
abril.
Taxa de câmbio
O economista Pedro Paulo Silveira, da CGD Securities Corretora, explica que
a taxa de câmbio é o preço de trocas entre a moeda de dois países. "Em
economia internacional utilizamos o dólar como moeda de referência, então, no
Brasil, a taxa de câmbio é a taxa de troca entre o Real e o Dólar", conta.
Em outras palavras, a taxa de câmbio determina quantos reais são necessários
para se obter um dólar no mercado.
Taxa
de câmbio afeta principalmente os preços praticados na economia"A
taxa de câmbio é tudo", afirma Samy Dana, professor da Fundação Getúlio
Vargas (FGV/SP). Ele explica que a taxa de câmbio afeta principalmente a
inflação e os preços dentro da economia nacional, e isso vale mesmo para bens
de consumo feitos dentro do país ou pequenos produtores rurais. Isto porque,
além da quantidade de bens de consumo importados aqui dentro, muitas máquinas e
matérias primas tem seus preços cotados na moeda dos Estados Unidos.
"Além desta presença massiva, há também o fato de que as matérias
primas que são negociadas em todo o mundo, como petróleo, milho, soja, arroz,
café, por exemplo, tem seus preços determinados em dólar. Ou seja, se há pouca
oferta de algum destes produtos, o preço sobe internacionalmente e o
supermercado brasileiro, mesmo que não afetado por esta queda na oferta, vai
reajustar seus valores também", analisa.
Indústria
Um dos setores que são mais afetados pela variação do câmbio é a indústria.
Se o dólar sobe, os preços dos produtos nacionais ficam mais baratos e dos
importados mais caros, beneficiando a indústria nacional. O contrário também é
verdadeiro. "Muita importação não é positivo, pois estamos colocando
produtos de outras economias dentro do nosso país", explica.
Pedro Paulo Bastos, economista da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp), enfatiza a importância de se ter e manter um parque industrial forte
no país. "O setor industrial é mais dinâmico e o emprego na indústria paga
muito melhor. O mercado de trabalho brasileiro tem crescido pelo setor de
serviços, onde há uma concentração do emprego que paga abaixo de mil, dois mil
reais", explica.
Menos dólares, please
Para evitar a entrada massiva de dólares e, assim, manter a indústria
competitiva, o governo adotou, nos últimos anos, diversas medidas de controle
de capitais, principalmente o aumento de impostos sobre a entrada de capitais
estrangeiros de curto prazo. No entanto, uma das variáveis que mais afetam a
taxa de câmbio de um país é a taxa básica de juros.
Atualmente no patamar histórico de 7,25%, as consecutivas derrubadas da
Selic nos últimos anos (já chegou a 50%) tiveram como um de seus objetivos
diminuir o fluxo de dólares que entram na economia. "Se a taxa de juros
que a gente pratica aqui é de 2% e a dos Estados Unidos de 0,25%, por exemplo,
os investidores estrangeiros vão trazer todo o seu capital para cá, já que
comprando títulos da dívida vão ser remunerados com juros muito mais
altos", explica Dana.
Esta remuneração alta pode inclusive inibir o investimento, já que os
investidores acabam optando pela remuneração à partir dos juros e não com o
resultado de investimentos diretos em produção e inovação.
Porém, o dólar valorizado tem suas consequências pouco positivas, já que o
aumento dos preços dos produtos importados acaba impactando na inflação e
reduzindo o real poder de compra dos salários, que leva, a longo prazo, a uma
pior distribuição de renda.
"Não há fórmula exata na economia, uma medida sempre tem um impacto
positivo e outro negativo", conclui Paulo Gala, professor da Fundação
Getúlio Vargas (FGV/SP).