sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Dólar sobe e chega aos R$ 2,34, com dados dos EUA acima do esperado


O dólar comercial operava em alta nesta sexta-feira (8), após divulgação de relatório de empregos dos Estados Unidos. A criação de vagas de emprego no país veio acima do esperado, o que pode sugerir que o banco central norte-americano pode reduzir seu estímulo econômico, que injeta US$ 85 bilhões por mês na economia dos EUA, antes do esperado. Cautelosos com essa possibilidade, os investidores compravam dólares, para se prevenir de uma possível falta deles no futuro. A alta demanda pela moeda norte-americana fez com que a cotação subisse mais de 1%, chegando aos R$ 2,34. Por volta das 13h35, o dólar avançava 1,46%, cotado a R$ 2,34 na venda. Mais cedo, o Banco Central realizou mais um leilão à vista previsto em seu cronograma de atuações diárias, com a venda de até US$ 1 bilhão com taxa de recompra de R$ 2,347 em 4 de fevereiro de 2014.


Uol Economia: <http://economia.uol.com.br/ao-vivo/2013/11/08/direto-da-bolsa.htm#dolar-sobe-e-chega-aos-r-234-com-dados-dos-eua-acima-do-esperado--20131108133320>

Inadimplência cai e brasileiro usa mais o 13º para poupar

Pesquisa da Ipsos mostra que 24,5% dos brasileiros vão usar o dinheiro para quitar pendências; em 2012, a parcela era de 32,6%

 Veja a matéria completa em: <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,inadimplencia-cai-e-brasileiro-usa-mais-o-13-para-poupar-,1094391,0.htm>

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Dólar cai a R$ 2,245 antes de divulgação de dados de emprego nos EUA



O dólar comercial fechou em queda de 0,55% nesta segunda-feira (4), a R$ 2,245 na venda, após quatro altas seguidas.


O relatório é um dos principais indicadores econômicos para avaliar o desempenho da maior economia do mundo.Expectativas sobre a divulgação do relatório de mercado de trabalho dos Estados Unidos, que sai na sexta-feira (8), guiaram a queda da moeda norte-americana nesta segunda.


Bons resultados, que indicariam uma melhora mais sólida da economia dos Estados Unidos, geram a perspectiva de que o banco central norte-americano possa iniciar a redução de seus estímulos econômicos mais cedo que o esperado.


O Fed injeta por mês US$ 85 bilhões na economia norte-americana.
Intervenções do BC


O Banco Central manteve seu programa de intervenções diárias no mercado de câmbio nesta segunda.


Foram vendidos os 10 mil contratos ofertados de swap cambial tradicional – equivalente à venda de dólares no futuro; 6 mil contratos com vencimento em 1º de abril de 2014 e 4 mil contratos com vencimento em 2 de junho de 2014.


As operações movimentaram US$ 298,4 e US$ 198,3 milhões, respectivamente.


De segunda a quinta, são realizados leilões equivalentes à venda de dólares no mercado futuro; às sextas, são feitos leilões de venda de dólares com compromisso de recompra.


Matéria disponível em: <http://economia.uol.com.br/cotacoes/noticias/redacao/2013/11/04/dolar-fecha-em-queda-a-r-2245-com-expectativa-sobre-dados-dos-eua.htm>

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Aumentos na produção industrial



A produção industrial cresceu em sete dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre julho e agosto deste ano, apesar de a produção nacional ter se mantido estável no período. As maiores altas foram observadas no Paraná (3,6%), em Goiás (1,7%) e Santa Catarina (1,6%).


Também tiveram avanço na produção os Estados do Ceará (1%), de São Paulo (0,6%), Minas Gerais (0,3%) e Rio Grande do Sul (0,2%).


Entre os sete Estados com queda na produção, a Bahia foi o que mais apresentou recuo (-8,6%), devido ao desligamento do setor elétrico ocorrido em agosto no Nordeste. A região, como um todo, teve redução de 2,2%. Também tiveram quedas o Rio de Janeiro (-4,2%), Pará (-1,6%), o Espírito Santo (-1,4%), Pernambuco (-0,8%) e o Amazonas (-0,7%).


Na comparação de agosto deste ano com o mesmo período do ano passado, houve queda em nove dos 14 locais, com destaque para o Espírito Santo (-5,9%), Minas Gerais (-4,5%), o Rio de Janeiro (-3,9%), São Paulo (-3,4%) e o Amazonas (-3,2%), todos acima da queda nacional de 1,2%.


No acumulado do ano, 11 dos 14 locais tiveram avanço na produção, enquanto em 12 meses, oito dos 14 locais acumulam alta.


UOL Economia. Disponível em:<http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/10/08/producao-industrial-aumenta-em-sete-estados-entre-julho-e-agosto.htm>. Acesso em: 08/10/2013

Economia do Brasil terá menor crescimento entre emergentes em 2014, diz FM



O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve nesta terça-feira a projeção de crescimento econômico para o Brasil neste ano, em 2,5%, mas reduziu a estimativa para o próximo ano, de 3,2% para 2,5%. Com isso, o Brasil ocupa a última colocação entre os países emergentes em 2014.


Segundo a entidade, a inflação mais alta reduziu a renda real dos brasileiros e pode pesar sobre o consumo, que vem segurando o crescimento da economia do país nos últimos anos.


Ainda de acordo com o FMI, as eleições presidenciais em 2014 podem atrapalhar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).


Em relatório divulgado nesta terça-feira (8), a instituição aponta o Brasil entre os países, ao lado de Índia e Indonésia, que devem continuar com o aperto monetário, "para enfrentar a continuidade de pressões inflacionárias causadas por restrições de capacidade", as quais tendem a ser reforçadas pela recente desvalorização do câmbio.


Para melhorar as perspectiva de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), o FMI destaca a importância de o Brasil remover barreiras ao investimento, mesma tarefa que cabe à Índia. O documento diz ainda que o país está entre os emergentes que precisa "reconstruir o espaço fiscal", sendo desejável tomar passos decididos nessa direção, dado o fato de que a dívida pública já é elevada.


Mesmo depois de reduzir a previsão de 2014 para 2,5%, a projeção do Fundo segue superior à mediana das instituições ouvidas semanalmente pelo Banco Central (BC), que aponta uma expansão de 2,2%. A estimativa do FMI para 2013 ficou em linha com o projetado pelo mercado, de 2,47%.
Brasil mostra perda de fôlego


No relatório Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês), o FMI não esmiuça os motivos que levaram à revisão da estimativa de crescimento para 2014. Diz que o Brasil e outros emergentes como China, Índia e África do Sul mostram uma perda de fôlego em parte devido a fatores cíclicos e em parte a fatores estruturais.


No caso de Brasil e Índia, gargalos regulatórios e de infraestrutura desaceleração o crescimento da oferta num cenário de uma demanda doméstica ainda forte. "Como resultado, pressões externas aumentaram nessas economias". No caso do Brasil, o déficit em conta corrente vem crescendo, atingindo 3,6% do PIB nos 12 meses até agosto. O FMI projeta um rombo de 3,4% do PIB em 2013 e de 3,2% do PIB em 2014.


Ao tratar das perspectivas para o crescimento da economia brasileira neste ano, o FMI diz que "a recente desvalorização do câmbio vai melhorar a competitividade externa e compensar parcialmente o impacto adverso dos aumentos dos rendimentos dos títulos soberanos". A inflação mais alta, contudo, reduziu a renda real e pode pesar no consumo, enquanto restrições de oferta e incertezas sobre políticas podem continuar a restringir a atividade, afirma o relatório.


Segundo o Fundo, o crescimento do Brasil na primeira metade do ano melhorou devido ao "investimento mais forte, incluindo estoques". No entanto, observa, indicadores de alta frequência – não mencionados explicitamente – apontam para alguma moderação da atividade na segunda metade do ano.
Dívida pública


Ao dizer que alguns países precisam reconstruir a margem de manobra fiscal, o FMI nota que em economias como Brasil, China e Venezuela houve aumento de "riscos contingentes ao orçamento e à dívida pública" decorrentes de elevações substanciais em "atividades quase-fiscais e nos déficits" que reforçam a necessidade de agir para ter mais espaço nas contas públicas. É uma referência, no caso brasileiro, aos empréstimos do Tesouro para os bancos públicos como o BNDES, que deve ser mais detalhada no Monitor Fiscal, a ser divulgado na quarta-feira.


O relatório também traz as estimativas do Fundo para a inflação neste ano e no ano que vem, mas considerando a variação média em cada ano. Para 2013, a taxa é de 6,3% e para 2014, de 5,8%. Por esse critério, a inflação do ano passado ficou em 5,4%.


Economia do Brasil. Disponível em: <http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/10/08/fmi-projeta-alta-de-25-para-o-pib-no-ano-mas-reduz-estimativa-para-2014.htm>. Acesso em: 08/10/2013.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Tensão entre Coreias atinge mercado financeiro e pode afetar economia global

Bolsa sul-coreana despencou quase 4% no acumulado da semana e temor é que novas quedas aconteçam nos próximos dias. A frágil situação da economia global pode antecipar os problemas para diversos países.

Com o aumento da tensão entre as duas Coreias, o vice-ministro das Finanças sul-coreano, Choo Kyung-ho, advertiu nesta sexta-feira que o impacto nos mercados financeiros poderá ser prolongado. Ele prometeu, porém, tomar medidas rápidas e fortes para estabilizá-los, se necessário.
"No passado, (os mercados) se recuperaram rapidamente do impacto de qualquer evento relacionado à Coreia do Norte, mas as recentes ameaças do país são mais fortes e o impacto pode, portanto, não desaparecer rapidamente", disse Kyung-ho.
Ele fez a declaração na abertura de uma reunião com outros funcionários de agências relacionadas à economia para discutir possíveis medidas a fim de garantir a estabilidade dos mercados, que até agora se mantiveram relativamente calmos.
O principal índice da bolsa de Seul (Coreia do Sul), o Kospi Composto, caiu 1,6% nesta sexta-feira, somando 3,9% de queda em cinco pregões, enquanto o won (moeda local) perdeu 1,1% no período. Ações de montadoras lideraram as perdas em Seul devido a um grande recall de veículos da Hyundai Motor e da Kia Motors nos EUA. As montadoras também foram prejudicas pelo enfraquecimento do iene, causado após o anúncio do programa de política monetária do Banco do Japão. A Hyundai perdeu 4,4% e a Kia, 4,7%, respectivamente, nesta sexta-feira.
O diretor executivo da General Motors (GM), Dan Akerson, afirmou nesta sexta em entrevista ao canal de TV CNBC que sua companhia está fazendo planos de contingência para manter empregados das plantas da Coreia do Sul em segurança e que, se a tensão aumentar mais, a tendência é que a GM pense em transferir a produção para outra localidade. "Se algo acontecer na Coreia, isso impactará toda a indústria, não somente a General Motors", disse Akerson.
A tensão entre os dois países não é novidade, persiste há décadas e o mercado financeiro já vem incorporando esse risco. Contudo, o estranhamento está mais forte agora, especialmente depois que Kim Jong-un foi eleito líder do país (2011) e após os Estados Unidos aprovarem sanções contra a Coreia do Norte depois de seu teste nuclear em fevereiro de 2013. Se a situação piorar ainda mais, analistas estimam que não só o mercado coreano, mas a economia global como um todo, poderá ser afetada, o que teria consequências ruins dada a frágil situação atual. Ou seja, é um entrave adicional num momento inoportuno.
"Os norte-coreanos agora estão usando a propaganda em sua forma mais extrema para tentar atingir o investimento estrangeiro direto da Coreia do Sul", disse Tom Coyner, membro da Câmara de Comércio Americana na Coreia do Sul.

Acesso em 10/04/2013. Disponível em http://veja.abril.com.br/noticia/economia/tensao-entre-coreias-atinge-mercado-financeiro-e-pode-afetar-economia-global?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter